Pular para o conteúdo principal

Colaboração de Oswaldo de Camargo - Lino Guedes

 






















 
Lino Guedes

nascido segundo oswaldo de Camargo - dia 24 de junho de  1897 e Falecido em 4 de março de 1951


ino Pinto Guedes é natural da cidade de Socorro-SP. Quanto à data de seu nascimento, há controvérsia entre as fontes consultadas. Para Raimundo de Menezes (1969), Zilá Bernd (1992), Eduardo de Oliveira (1998) e Afrânio Coutinho (2001), Guedes teria nascido em 23/07/1906, informação também exisente no catálogo da Biblioteca Mário de Andrade. Mas para Oswaldo de Camargo (1987), o autor nasceu em 24/06/1897, hipótese confirmada em pesquisas mais recentes (Toller, 2011). Seus pais foram José Pinto Guedes e Benedita Eugênia Guedes ambos ex-escravizados.

Aprendeu as primeiras letras em sua cidade de origem indo depois estudar em Campinas-SP, onde se diplomou pela Escola Normal Antônio Álvares. Desde muito jovem começa a se interessar pelo jornalismo, escrevendo para o Diário do Povo e o Correio Popular. Poeta, contista, romancista, ensaísta, biógrafo e jornalista, colaborou ainda em vários jornais e revistas, entre eles: Jornal do Comércio, O Combate, A Razão, São Paulo-Jornal, Correio de Campinas, Correio Paulistano, Folha da Noite e Diário de São Paulo, exercendo neste último, a função de chefe de revisão. Foi redator da Agência Noticiosa Sul-Americana. Foi membro da Sociedade Paulista de Escritores.

Na imprensa negra, atuou como editor-chefe do semanário Getulino, entre 1923 e 1924, auto-intitulado “órgão de defesa dos homens pretos”, que teve como secretário-geral o também poeta Gervásio de Morais.

Como literato, logrou diversas publicações na imprensa, posteriormente lançadas em livro, umas pela Editora Cruzeiro do Sul, outras com recursos próprios. Fez incursões pela prosa e dramaturgia, mas exercitou predominantemente a poesia. Há fortes indícios, ainda não confirmados, de que seja o autor do romence-folhetim A boa Severina, publicado no Getulino, entre 1923 e 1924, sob o pseudônimo de José de Nazareth. Dentre os autores afro-brasileiros de seu tempo, é seguramente o que mais trouxe a público seus escritos.

Faleceu em São Paulo (capital), a 4 de março de 1951.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fatos Históricos Marcantes do dia 6 de junho - Movimento Reflexivo

Em 6 de junho de 1755 -Abolição indígena no Pará, Maranhão e Amazonas dando início a escravidão negra (afro) no Norte do Brasil a partir da Régia de D. José I. Em 6 de junho de 1769 - O Marques de Pombal coloca a Inquisição sob Proteção régia. Em 6 de junho de 1770 - fundação da Casa de ópera mais antiga da América Latina. Teatro Municipal de Ouro Preto. Em 6 de junho de 1888 nasce Valerian Kybyshev, revolucionário russo comandante do Exército Vermelho, Presidente do Conselho Superior de Economia Nacional 1930 a 1934. Em 6 de junho de 1909 Nasce em Riga, Isaia Berlin, filósofo historiador judeu. Falecido em Oxford em 5 de novembro de 1997. Em 6 de junho de 1934 nasce em Vitória-Espírito Santo, Carlos Nobre, cantor e compositor, cujo o nome de batismo é Nomar Nobre Chambelain. Falecido em 27 de junho de 2009. Em 6 de junho de 1935 - nasce em St. Louis-Missouri-EUA, Grant Green guitarrista estadunidense falecido em 31 de janeiro de 1979 Em 6 de junho de 1936 - nasce em Matalana distrito...

Crônica - Derrelição metafísica do Amor - Manoel Messias Pereira

  Derrelição metafísica do Amor É preciso refletir cotidianamente sobre a vida e a razão de viver de cada um. Vivemos na invenção de uma realidade em que o sonho precisa estar plenamente alimentando o nosso espírito, empreendendo o nosso corpo, no espaço geográfico, estabelecendo o carinho coletivo pela natureza, independente da residência, vila, município, estado, país, continente. O mundo é nossa meta. E todos os seres humanos, vivos precisam, ter a ressonância involuntária do pensar estruturalmente no bem ao próximo, na intensão coletiva, plural, de entender que em qualquer mesa é preciso repartir o pão, e brindarmo-nos como se estivéssemos, nascendo, compactuando, trocando juras, namorando, firmando compromissos, casando. E que a luz de nossos sorrisos, pudessem transmitir a ideia da camaradagem, do respeito, do princípio da unidade espiritual universal, mas não de forma abstrata, mas concretamente fundamentados no materialismo histórico e dialético. E neste princípio pergunt...

Artigo - Povos Indígenas, memória e respeito - Manoel Messias Pereira

  Povos Indígenas, memória e respeito Eu ao longo do tempo, passei a organizar, o meu olhar sobre a realidade do meu Brasil. E observei que sou descendente dos povos africanos, que foram trazidos para cá, pelos invasores europeus e para trabalhar. Vieram os meus ancestrais como peças, galinhas, semoventes, para trabalhar e dar o suor de seus rostos num país que iniciava o sistema capitalista com o processo escravocrata, num contexto marginal em que havia atrocidades, violências impregnadas, por seres humanos de herança cultural europeia. E nesta terra, que os nativos sempre foram povos indígenas, cuja a data do dia 19 de abril é para lembrar disto, é para celebrar isto e para denunciar o que entendemos ser trágico, ser errado, mas essa denuncia não pode ser vazia, e sim concreta e com determinações de militâncias políticas. Na rede social, vi ontem dia 18 de abril de 2022, uma gravação de uma mulher indígena que reclamava dos garimpeiros, que invadiam suas terras usavam de hostilid...