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Artigo - Dia 2 de março - Dia da Mulher Angolana

 












































Deolinda Rodrigues - A heroina angolana
Monmento no Largo das heroínas



Dia 2 de março - Dia da Mulher Angolana


Desde o 1962 o dia 2 de março é consagrado a Mulher Angolana, em reconhecimento a contribuição as mulheres na luta pela resistência no processo de independência do povo de Angola. É nesta ata que recordamos os feitos históricos e heroicos de Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Engrácia dos Santos, Teresa Afonso, Lucrécia Paim, que foram capturadas e sequestras e mortas em circunstância até hoje não esclarecida. Todas elas militantes do Movimento Popular de Libertação de Angola - MPLA.

O Comitê Central do MPLA realça a entrega destas mulheres ao curso da luta de Libertação, e do dia da mulher é uma homenagem singela e profunda a todas essas heroínas.

E neste ano de 2024 a Secretaria da OMA, Ana Alves afirmou que a entidade continua firme e unida na realização dos desafios preconizados e definidas na agenda política do MPLA.

A OMA mantem o compromisso de trabalhar para o desenvolvimento das mulheres angolanas tal como tem feito ao longo destes anos desde a fundação em 1962.

Fato histórico

O fato constrangedor nesta história para o povo angolano que possui historicamente três grandes grupos políticos que se transformaram em Partidos. Ou seja além do MPLA, temos o Grupo da Frente Nacional de Libertação de Angola -FNLA e a União Total de Angola -UNITA. E o que vejo como constrangedor é o fato destas mulheres que foram sequestradas, contam-se que foram capturadas pelo grupo da FNLA e contou com o apoio do governo do Congo -Leopoldville hoje Congo - Kinsahasa, que se fizeram insensíveis a luta destas revolucionárias e ignoraram todos os apelos feitos na época pelo MPLA , do povo angolano e da Comunidade Internacional para que pudessem libertar essas militantes. Quanto a UNITA, recordo  que havia um envolvimento militar em Angola que combatia o exército angolano com ajuda de Londres Washington, com apoio de Israel e África do Sul. Achava bem estranho inclusive naquela história da batalha de Cuito Cuarnavale, inclusive mostrado na televisão angolana corpos seres angolanos mortos por sul africanos. Sempre achei essa ligação difícil de entender e até de explicar politica e educacionalmente. 

Para tanto no documentário "Langidila" realizado por José Rodrigues e Ngusi dos Santos, que conta a vida de Deolinda Rodrigues e que declara que o rapto da camarada Deolinda e das outras militantes foi narrada em um diário, e que foram executaram por grupo anti colonial.

Portanto esses grupos usaram de expediente em favor dos colonizadores ou verbas provindas de fora provavelmente. 

Em Angola foi criado em 1962 o OMA - Organização da Mulher Angolana como ala feminina do Movimento Popular de Libertação de Angola - MPLA e teve influencia crucial e apoio das forças guerrilheiras dentro e fora de Angola.

Ruth Mixinge

Secretaria  de Estado da Família e promoção da Mulher angolana.

Recordo que em 27 de fevereiro de 2019 Em Genebra no 72a. Sessão ordinária do Comitê para a Eliminação de todas as formas de Discrição contra a Mulher. A Secretária de Estado da Família e Promoção da Mulher Angolana Sra. Ruth Mixinge afirmou que o governo angolano tem lutado para consolidar os órgãos consultivos de concertação social a favor da mulher e da proteção de seus direitos.

A sra. Mixinge realçou que as ações do governo angolano visavam valorizar o papel nos domínios familiares, social, político e econômico e até empresarial. Numa perspectiva de assegurar de forma sustentável o empoderar das jovens mulheres e da mulher rural inicialmente enquadrados no Plano de Desenvolvimento Nacional PND 2018/2022. E destacou que a execução de programas de promoção do gênero e empoderamento das mulheres valorizando a família e reforçando as suas competência. Ao mesmo tempo apoiando-as quando vítimas de violência baseada no gênero e a estruturação econômica e produtiva das comunidades.

Dados geral do Censo da População  e Habitação em 2014 apontavam que o número de habitantes está perto do 30 milhões dos quais 52% são mulheres, tendo Ruth Mixinge salienta qual a implementação da População Nacional para Igualdade Equidade de Gênero. Proporcionou o ascensão de um numero considerável de mulheres aos cargos da tomada de decisão.

A secretaria de Estado angolano salientou que 30,5% dos assentos no parlamento. E eram ocupados nos aparelhos do Estado a percentagem é de 19,5%com maior presença nos setores da educação, saúde e trabalho domestico.

Sra. Mixinge considerou importante a aprovação do novo Código Penal angolano, por conter disposições que reforçam a implantação da Convenção e os princípios de igualdade, nas discriminação com base na raça, orientação sexual, e crença, e agrava a penalidade aos crimes contra a mulher previsto na Constituição da República de Angola de 2010.

Por outro lado Angola assinou e ratificou varias convenções, como a dos Direitos das Pessoas com deficiência, a seu protocolo adicional. Protocolou adicional ao Pacto dos Direitos Civis e Política relativos a Pena de Morte, Convenção contra o Discriminação Racial, Convenção Contra a Tortura e outros tratamentos cruéis e degradantes e a Convenção sobre desaparecidos forçados.

Presidente de Angola - João Lourenço

Em 2019 o presidente João Lourenço destacou o papel da mulher a da pátria angolana numa demonstração de amor à pátria e o papel das incansáveis batalhadoras mulheres angolanas.

E assim reconheceu o papel da mulher como esteio da multiplicidade de tarefas do quotidiano que  concorrem para a elevação do níveis de educação, patriotismo e aperfeiçoamento das habilidades das crianças e dos jovens que terão sobre os ombros a missão histórica de assegurar a perenidade da pátria angolana.

E assim como presidente de todos, João Lourenço disse transmito a todas as mulheres que ajudam de modo determinado a construir um país melhor, de Cabinda ao Cunene, numa palavra de encorajamento e incentivo, certos de que os desafios que hoje se apresentam nas mais variadas frente, realçando na economia com determinação e sabedoria, para serem vencidos. E encerrou dizendo que a força da mulher é decisiva na árdua e longa batalha pelo resgate dos valores cívicos e morais na luta sem trégua contra as injustiças sociais e a discriminação.

Em Angola no dia de hoje é um dia de palestras, de conferências sobre a evolução do papel da Mulher na sociedade a participação de iniciativas de índole cultural, recreativa e esportivo.

 Em 2024 A Secretaria Provincial efetuou a deposição de coroas de flores no Largo das Heroínas, no Memorial Dr. Agostinho e sua participação no processo de decisões políticas em todos os setores , econômicos, social e cultural do país.o Neto em homenagem a essas mulheres que deram a vida em prol da Pátria.

E enaltecer a conquista histórica ao nível da Igualdade de género e sua participação no processo de decisões politicas em todos os campos, seja econômico, social e cultural.

Posso afirmar que a história da mulher angolana, passa pela luz do olhar de Deolinda Rodrigues Francisco de Almeida, ela era como uma luz, num tempo que se via numa imensa neblina. Mas ela iluminava-se com sua luz de  palavra de estratégias, e de  inteligência. Deolinda estudou no na escola metodista, em Angola, seus pais eram professores primários, no Brasil fez o curso de Sociologia no Instituto Metodista de Ensino Superior de São Bernardo do Campos- SP. seu desaparecimento foi em março de 1967, Defensora dos direitos Humanos, militante e chamada carinhosamente de Mãe da revolução. 


Heroínas e mártir da revolução angolana

A Deolinda Ferreira -presente,

A Irene Cohen -presente,

A Engrácia dos Santos -presente,

Teresa Afonso-presente,

Lucrécia Paim -presente.



Manoel Messias Pereira

professor de história 

Membro do Coletivo Negro Minervino de Oliveira

membro da Academia de Letras do Brasil/São José do Rio Preto-SP,/Uberaba-MG




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