O namoro
Em nossa vida, procuramos encontrar sempre uma pessoa amiga conhecida, e assim vamos apaixonar, namorar e pensar em construir um amanhã de muito carinho e amor, entre duas ou mais pessoas. E talvez ter aquele comportamento do amor como se não houvesse amanhã.
E isto é que podemos crer, que nascemos num contexto de pensar uma sociedade e para tal construímos pequenas células chamadas de lar. E o pensar em namorar é a resposta clássica, do ficar junto, de manter um tempo indeterminado, um infinito, enquanto dura o amor. E duas pessoas fazem juras, pensa em determinados assuntos, tal qual constam a harmonia de uma casa, o orçamento, e a divisão de tudo. É o concretismo a dois ou mais.
A partir dos anos 80 a juventude brasileira começou a desenvolver um código particular de relacionamento, que ficou conhecido como "Ficar com..
O código foi tão difundido entre as camadas médias dos grandes centros urbanos e que acabou-se naturalizando como comportamento. E por fim acabou virando tese de psicologia, como o de mestrado da doutora Jacqueline Chaves do departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica - PUC. Essa tese virou livro.
E isto a professora Jacqueline reafirma que ficar com não pode ser traduzido em transar, que é uma giria que define uma relação sexual. E nem como um namoro relâmpago, um pré namoro ou variações da amizade colorida. Para ela um encontro de um dia em que pode haver trocas de beijos já pode ser uma relação sexual.
A palavra ficar com é algo bastante abstrato, é inseguro, é incerto. Já namorar é algo mais concreto é sim planejar todo o relacionamento, e é fazer o compromisso, e viver a relação de multiplicidade. De desejo, de regras que possa traduzir numa análise profunda dentro de um contexto embora a tese de Jaqueline Chaves diz que antigamente se visava um casamento e atualmente as coisas ficaram mais livres.
Pensando nisto vimos que a lei afirma que hoje se há casamento tudo bem porém se há uma convivência harmoniosa entre duas pessoas, que possa dividir tudo os direitos são válidos.
A tradição no Brasil, como vemos nas musicas, de formas melodiosas, seja as sertanejas ou as antigas baladas que falavam de amor, está alicerçada num contexto histórico de namoro nos portões, num processo de preparação para o casamento.
Parece que a vida é um ritual de sedução. E nas poesia quando se falam de amor fico bem observando mas parece que tratam muito mais da dor, de não ser amado, ou da necessidade de amar e conquistar o sonho amoroso. Voltando os olhos para o que escreveu Leminsk no seu livro "La vie en close c'est une autre chose" no seu texto amor bastante ele confessa "quando vi você/tive uma ideia brilhante/foi como se olhasse/dde dentro de um diamante/ e meu olho ganhasse/mil faces num só instante/basta um instante/ e voce tem amor bastante.
Num fragmento do livro de Antenor António Gonçalves ele afirma "para os enamorados a noite escura também é bela/eu não quero um poema como jogos de palavras/. . .quero fazer poemas sem palavras/Desenhar meus sonhos no olhar de todos os amantes. Merdas/As palavras são minha prisão/ E eu tenho que me anunciar/Ah se pelo menos eu visse um pássaro a voar."
No livro antológico "história de amor" vemos o poema de Maria de Lourdes Loretti Mota do Rio de Janeiro, que escreveu na pagina 51 um texto intitulado Tempo de Amor, Em que ela diz "Estreitar os laços/garimpar os beijos/repartir cainhos/desfazer os nós/ dividir saudades/fazer um só caminho represar o tédio/faar na mesma voz/fugir do já visto/da ânsia sem remédio/reprimir o caos da separação. Agora é crer nas ilusões embora o triste adeus profane essas lembranças tantas,. . ."
Quando penso no namoro no relacionamento verás que não alo em apenas duas pessoas mas mais, pois recordo o que diziam Simone Beavoire e Jean Paul Sartre na suas intimidades em trois, que tratava da superação do amor romântico, que abre interpretações para o "poliamor", mas essa história já ganha outro sentido, e talvez mereça outro texto.
Manoel Messias Pereira
São José do Rio Preto -SP. Brasil
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