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Crônica - O tempo passa e atravessa as Avenida. - Manoel Messias Pereira




O Tempo passa e Atravessa as avenidas

O cantor Taiguara quando escreveu a canção "que as criança cantem livre", ele entoa a sua poesia de maneira harmônica, com as seguintes palavras "o tempo passa e atravessa as avenidas/E o fruto cresce, pesa e enverga o velho pé/E o vento forte quebra as telhas e vidraças e o livro sábio deixa em branco o que não é".

O historiador, jornalista e escritor e jornalista rio-pretense Lelé Arantes escrevia no jornal "Bom dia" um texto chamado "A benção do Mestre", na qual ele falava de Antonio Roberto Vasconcelos, o velho militante comunista que nasce em Botafogo no Rio de Janeiro, foi vereador em Campo Grande _MS, ajudou a reorganizar o Partido Comunista Brasileiro em São José do Rio Preto-SP, terra em que morreu e foi sepultado em Nova Aliança-SP.

Lelé conta que o velho militante deixou duas lágrima passear pela sua face, usando da mesma expressão que ele escreveu no jornal "lágrimas arrancadas do âmago da alma pela emoção, ao ler uma carta escrita de próprio punho no passado ex-ministro da justiça", e atualmente senador por São Paulo o Senhor Aloísio Nunes Ferreira Filho, que durante o governo de Michel Temer estabeleceu-se como Ministro das Relações Exterior o que mostra que o Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB, evidente que na ultima eleição, disputaram o governo, perderam do Partido dos Trabalhadores - PT, mas juntamente juntos com as forças conservadoras organizaram o golpe que derrubaram a presidente eleita Dilma Rousseff. E governaram com então com os golpistas do PMDB.

Porém neste momento o assunto é outro, o seja junto da carta um boletim narrando um pouca da trajetória politica do Velho Vasco. Segundo Lelé era uma carta com tom nostálgico e o sentimento de gratidão. E o jornalista acrescenta que e isso não é coisa muito usual partindo de Aluísio, não é homem de demonstrar esses sentimentos.E talvez por isto que o velho comunista chorou, nunca foi um ser de esconder emoções e sim usando as palavras de Lelé, " um guerreiro acostumados a alegrar-se com as vitórias e lamentar as derrotas, mas um ser forjado em fogo incandescente das lutas clandestinas que soube enfrentar as perseguições do regime de força".

Graças a pena extremada da caneta, registrando momentos efusivos no cenário político da cidade de São José do Rio Preto-SP, é que podemos trazer a tona essa lembrança, relativa ao festão da legalidade do Partido, na Praça D. José Marcondes, que fez-me recordar do grande guerreiro Ordênio hoje também já falecido, com sua barraca com café e pastelzinho, O senhor Catão que também já esta presente no Orun, o sorriso belo de Marco Aurélio Breseghello, que estava com uma camiseta escrita URSS ao lado da Lina e da professora Lúcia Maria Galli, (falecida), um dia de gala pra todos nós com o show do grupo de pagode do PCB, e o show de Vieira e Vierinha(falecidos), de Lúcio e Sergio(o Sergio já faleceu em Mirassol-SP, num acidente automobilístico) e nossa querida Cristina Buarque de Holanda. E ainda hoje observo toda a célula do partidão no município e vejo os remanescentes daquela época o Valter de Luca, com sua barba branca como névoas como quem já atravessou mais de 60 invernos, o Valdemar Rodrigues Pereira filho o o professor Vade, que devido aos compromissos outros não vejo - o exatamente há um bom tempo e por fim e eu mesmo.

Hoje recordamos desta figura imensamente saudosa como o Velho Vasco, que tens um Centro Cultural que leva o seu nome na cidade de São José do Rio Preto-SP., um homem que nasceu cresceu como o fruto que envergou o velho pé da existência. Partiu sim para eternidade, deixou os comunista dando um grito de presente, presente presente. Ou seja sempre estará conosco, com lembranças das suas belas análise politico sociais. Mas deixando um legado que permitem que as crianças cantem livre como escreveu o velho poeta Taiguara que também já partiu.

A liberdade é um passo importante, pra quem deseja respirar respeito entre os seres da mesma espécies.

E o tempo que passa e atravessa a avenida, hoje mantemos no peito uma saudade do velho comunista, que tentava sentar a mesa e colocar os pés como se fosse um garoto, que gostava de tomar um wisk, de ouvir uma boa música e de pensar coletivamente acreditando que um outro mundo é possivel. E a população chamada de massa, aquela que só sabe votar pelas desesperanças pré estabelecidas de forma ideológica pra manter os péssimos serviços públicos. Esses são pessoas que vivem aí abandonadas, nas filas intermináveis, dos horríveis atendimentos públicos.Como disse o poeta o sábio deixa o livro em branco que não é.

Enquanto que nós devemos, sim continuar nossa luta na construção de um poder popular. Entendendo que há uma necessidade de preparar o povo para que possa de fato assumir um poder construído na ação coletiva, na unidade das categorias, de forma feminista de pensar, na leitura anti-racista, anti capitalista, anti fascista e sim numa democracia direta. E nunca podemos esquecer o do legado de velho Vasconcelos um comunista de fato que conviveu com pouco dinheiro, muito sustos, prisões, fugas e redenção, foi jornalista, contador, foi padeiro foi militante,profissional do partido, ajudou os Pais de Santo a organizar-se, perdeu a patente do exército por seu legado ideológico, sempre ao lado de dona Alda. Uma mulher, espirita sempre companheira, que lhe deu os filhos, criou-os entre o amor e o sentimento da existência de um mundo novo.

O velho Vasco, segundo o seu enfermeiro Washington, que infelizmente deixou a enfermagem, quando estava no Hospital Santa Helena, diz que ele falava muito sobre minha pessoa, e queria sempre ser informado sobre os últimos acontecimentos politicos. Foi na vida o tempo todo o senhor antenado e de consciência humanistica pela qual via todo o processo conjuntural sociológico. É deixou saudade.



Manoel Messias Pereira
professor de história, cronista, poeta
Membro da Academia de Letras do Brasil -ALB
São José do Rio Preto-SP. Brasil.




















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