Os 81 anos Tia Melita - presente.
Em Angola um livro foi lançado em homenagem a Amélia Mingas a professora tia Melita. Nascida em 17 de dezembro de 1940 em Cabinda e falecida 12 de agosto de 2019 em Luanda, aos 79 anos.
Tia Melita, cujo o nome era Amélia Arlete Vieira Dias Rodrigues Mingas, da família de André Mingas e de Rui Mingas músicos consagrados em Angola. Era uma linguística acadêmica da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto e a sua importância era que ela tentava unir e apresentar a convivência da língua portuguesa com as línguas africanas. E o livro lançado neste final de 2020, é intitulado "Amélia Mingas, a Mulher, a cidadã , a Academica".
O lançamento foi feito devido que neste último dia 17 de dezembro de 2020, ela completaria oitenta anos de idade. Foi uma obra para a lembrança de todos e teve a participação de seu esposo de uma sobrinha e das irmãs espirituais. Num total de vinte e nove autores, em que há poesias, dez artigos e outros ensaios.
Compareceram no lançamento os escritores Manuel Rui Monteiro e Paulo Carvalho, entre otros autores. Houve agradecimentos extensivos especiais ao decano da Faculdade de Uan da Universidade , Alexandre Chicuna, além do professor Eugeuisz Rzeminski o embaixador da Polonia e professor da Universidade de Varsóvia.
A importância de tia Melita era que ela foi professora e coordenadora do Departamento de Língua portuguesa do Instituto superior de Ciência da Educação . E dirigiu igualmente o Instituto Nacional de Línguas do Ministério da Cultura e decana da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto.
Sua carreira tem inicio com a sua licenciatura em filalogia germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa doutora em Linguística geral e aplicada pela Universidade Renê Descartes de Paris, trabalhou como professora no ensino secundário em Luanda, foi responsável pela coordenação e implantação da cadeira de linguística da Universidade Agostinho Neto. E entre 2006 e 2010 foi diretora do Instituto Internacional da Língua Portuguesa na cidade de Praia em Cabo Verde. Defendendo o estabelecimento de uma politica linguística com outros 8 países que tens a língua portuguesa como oficial. Escreveu sobe a influencia do kimbundo na língua portuguesa falada em Luanda, deixou o estudo sobre o grupo kikongo, o iwayo falado em Cabinda. E vale lembrar que deixou a contribuição sobre a interpretação da musica angolana ela que vem da família de André Mingas e de Rui Mingas musicos consagrados em Angola.
Porém em 12 de agosto de 2019 o seu coração parou. E para comemorar os 80 anos que faria neste 2020 foi escrito por amigos e professores a obra "Amélia Mingas, a cidadã, a acadêmica". E essa informação foi difundida a todos os países de língua portuguesa neste final de 2020 pelo jornalista Manuel Albano do jornal de Angola.
Uma grande personagem do mundo, para nós todos afrodescendentes. Para os que continuam seus estudos sobre o que falam na língua portuguesa hoje com o banto que também estabelecemos algumas palavras no Brasil. Um ponto importante para todos que aplica-se e desjam ver estabelecido personagens novas e de tamanha nobreza e que merece a atenção de todos nós.
E assim como as crianças chamavam -a, também seremos seus eternos alunos em busca de aprender um pouco mais carinhosamente lembramos como tia Melita. E por isso Tia Melita-presente.
Ela recebeu homenagem da Unesco. Deixou para a posteridade os livros:
1-Lingua Nacional na alfabetização de adultos
2- A liga Africana - algumas reflexões
3- Angola lingua nacional e identidade cultural
4-A lingua como fator de identidade e identização
5-A Interferência do Kimbundo no Portugues falado em Lwanda
6_ A lingua portuguesa e o papel ILPco e silábico, vocálico em Iwoyo
7- por uma cooperação scientifica da lingua. trabalho escrito em francês.



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