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Crônica - Lula e Arthur no despertar da Sensibilidade - Manoel Messias Pereira




Lula e Arthur no despertar da Sensibilidade

Quando Luís Inácio Lula da Silva saiu do cárcere, para ir ao velório de seu neto, que alias tinha um grande carinho pelo avô e Lula por ele. Lula foi autorizado como manda a Lei de execução penal. E foi e, acompanhei pela televisão que ele estava arrasado, abatido e, muito triste.


O garoto Arthur, seu neto, foi vítima de uma meningite e acabou falecendo. O encontro do avó como o neto, foi já com o seu corpinho frio num caixão, isto levou o ex-presidente as lágrimas. A ponto de uma matéria na revista Fórum escrita por Bia Lula, dizer que o avô deixou as lágrimas pingar no rostinho de Arthur.

E ela disse que Arthur era como uma luz que iluminava a casa, comandava a bagunça da criançada, e jogava futebol como ninguém. era um menino muito apegado ao avô. E quando dona Marisa faleceu ele não queria que o avô ficasse sozinho.

Para ela e para toda a família foi o dia mais triste da vida. E o avô desmanchando-se em lágrimas disse ei de provar a minha inocência. E ainda confessou sobre o caixão que essa inocência ele também iria mostrar lá no céu juntamente com o netinho.

No dia 1 de março de 2019, publiquei em meu blog "Contemplação Humanística" a poesia chamada "Correspondência Poética" na qual eu tratei da relação humana entre um idoso e a criança, entre um avô e um neto. E isto no mesmo dia em que faleceu Arthur Lula da Silva, e a poesia é assim:


Correspondência poética


Ah! correspondência poética
entre o idoso e a criança
parece um tema esvaziado
mas todo o silencio é quebrado
com a violência e barulho do buraco bala
ao largo, simpático da música
como se fosse a ordem colocada
como o pistão numa gafieira,
A criança sempre feliz com uma bola
e o ser idoso quieto sereno na sua história
Ah! correspondência poética
é o canto e o encanto
como filosofia de vida
e assim seguimos todos nós
na mesma ilusão apaixonada.




Manoel Messias Pereira


Criança como Arthur que jogava a bola como dizia a Bia, teve no dia em que foi cremado, havia também seus brinquedos, a bola e o ursinho de pelúcia. Somente ouvi dizer que ele tinha um tablet que foi aprendido pelo juiz que virou ministro da Justiça, que num processo em que condenou o Sr Luís Inácio Lula da Silva, num processo sem a prova do crime somente com a convicção dele Juiz, e depois disto uma outra juíza também dá mais doze anos sem ler o processo de forma bem displicente segundo toda a imprensa. Uma verdadeira displicência, para quem ganha tanto, pra apresentar uma porcaria de trabalho como magistrado. Mas esse é um dos poderes que temos mesmo podre.

O ministro da Gilmar Mendes do STF, ligou para o ex-presidente no velório e segundo a imprensa ambos choraram.

É como eu afirmei no poema a criança é feliz com a bola, porém já sem vida a bola é somente uma triste lembrança e o seu avó quieto e sereno na sua história, verás que ele não deu nenhuma entrevista e nada disse, a imprensa que aliás ficou de fora. E quando digo no poema há canto e o encanto. O canto foi de melancolia da lágrima que rolou pela face, com uma nota musical branca e o encanto foi o da dor silenciosamente, que ficou numa correspondência poética entre ambos.

Arthur sofreu muito quando o seu avô foi preso. E o seu avô sofreu talvez muito mais coma partida dela. E a luz que Bia Lula acha que apagou-se pelo contrario vai abrir mais linda ainda como o sol, pois essa é a estrela que ilumina a terra, vai brilhar na ternura do céu e, entre a família fica a lembranças e os valores de paz compartilhada.

Enquanto o corpo foi para a cremação, o ex-presidente Lula, voltou para o cárceres, visivelmente triste, pois pelo seu olhar, e o gesto a todos que ovacionava do lado de fora, de respeito pleno. Embora o exagero de seguranças, com armas pesadas e aqueles ridículos óculos escuros, parecia filme norte americano de mafiosos. Uma mediocridade das autoridades brasileiras.

Enquanto sabemos que houve criticas de seres humanos que tens o caráter deteriorado, nas redes sociais, pessoas que comemoraram a morte da criança de 7 anos, algo que ocorre hoje em quase todos os níveis e de maneira visíveis e sabemos que a profundidade de nosso infortúnio social é imenso.

E com tudo isto mantemos a autocompreensão da realidade. Mesmo numa filosofia de vida em que mantemos a mesma ilusão apaixonada como digo no poema. Temos que prosseguir na busca de uma verdade como alias disse chorando o ex-presidente, promulgando a sua inocência.


Manoel Messias Pereira

professor, cronista e poeta

Membro da Academia de Letras do Brasil -ALB
São José do Rio Preto-SP. /Uberaba-MG










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